Projecto Cabo Verde

Estudantes universitárias e jovens profissionais, em regime de voluntariado, integradas num projecto de cooperação

11 de Agosto :: décimo-quinto dia

Estamos já a meio da semana. Começa hoje a recta final para preparar o festival do Projecto Cabo Verde.

Treze voluntárias partiram toda a manhã para a Povoação Velha. Foram muito bem acolhidas. O trabalho foi intenso mas muito produtivo. Pelo que contaram, umas crianças foram até à saída da povoação para acompanhar a carrinha na saída e dizer adeus.

A manhã passou a correr. As monitoras da actividade da Volta ao Mundo suspiraram fundo por ser o último dia. No teatro distribuíram-se os papéis das personagens e nas artes estamparam-se as primeiras t-shirts que servirão para o festival.

Os jogos são quase sempre os mais ansiados. Para os rapazes basta dar-lhes uma bola de futebol que eles deliram. As músicas do “king kong” ou “banana united” são sempre um bom recurso quando as crianças começam a dispersar.

No ambiente foram feitos inquéritos sobre o “ Ambiente e Saúde”. As equipas dividiam-se entre a vila e as barracas. O objectivo foi perceber os pontos críticos na qualidade do ambiente.

A Inês Lousada e Rita Leão fizeram divulgação nas barracas munidas com megafone e música, anunciando uma debate sobre sustentabilidade no Bairro das Barracas. Pelas 19h30 foram vistos 2 pequenos filmes e seguiu-se  uma sessão de sensibilização e promoção da cooperação entre as várias pessoas e etnias presentes, animada pela Ana Santiago, entrevistando a população sobre os problemas que consideravam prioritários. O contraste da tecnologia de projecção levada pelo Sérgio, dono do Centro Comercial Boas Compras e pessoa preocupada com as gentes das barracas, e a precariedade do ambiente poeirento e lúgubre do espaço onde nos encontrávamos, era muito impressionante. Apesar de também terem sido referidas as situações de violência, ressaltava a preocupação generalizada com o lixo e os focos de contaminação múltiplos existentes. O infatigável Sr. Zezinho, um dos mentores da Associação da Boa Vontade da Barraca, fez várias intervenções e dinamizações em crioulo entre a população, e como estavam presentes 3 pessoas da Câmara Municipal, uma delas o vereador da Cultura, justificou-se também a sua comunicação. No final, os residentes foram convidados a sugerir o nome para baptizar o seu bairro. Muito interessante e esperemos que tenha ajudado a que se encontrem caminhos concretos, mesmo que simples, de dignificar e melhorar a vida das pessoas que ali vivem. A equipa do ambiente do Projecto Cabo Verde está alerta e interventiva!

A tertúlia foi passada com Gabi Estrela e Gabi Santos, que nos proporcionaram uma noite de mornas. Segundo a Gabi Estrela a morna é um sentimento, remete para momentos de nostalgia. Uma vez que o músico previsto estar não apareceu, a Joana Nestor foi a braço direito de Gabi tocando os ritmos caboverdianos com a viola. As voluntárias renderam-se e deram passinhos de dança e ainda cantaram algumas músicas portuguesas, além de trautearem a morna da Gabi Estrela com que a Fátima Magalhães acorda todos os dias – ela e nós!

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